Segunda-feira, 8 de Março de 2010

Para quase todas as mulheres do mundo.

 

 

 

 

 

 

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo.  Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.

 

(Com licença poética - Adélia Prado)

 

publicado por Adelina Braglia às 00:23
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Domingo, 4 de Outubro de 2009

Adiós, Mercedes.

 

 

publicado por Adelina Braglia às 20:23
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